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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Humildes indagações


Por que tantos resumos (abstract) de artigos publicados na Revista de Economia Política são escritos em uma língua ininteligível com algumas similaridades com o inglês?

Será que a Revista de Economia Política não tem ninguém no corpo editorial capaz de escrever em inglês que não seja vagabundo demais para tirar uma hora por trimestre para corrigir erros crassos nos resumos dos artigos publicados?

17 comentários:

Amigo, ilustre seu post com alguns exemplos, tenho certeza que será divertido.

Por exemplo, no artigo de Oreiro e companhia (“Por que as taxas de juros são tão elevadas no Brasil? Uma avaliação empírica”, Revista de Economia Política, vol. 32, nº 4 (129), pp. 557-579, outubro-dezembro/2012)

“This paper aims at exploring some hypothesis to explain why real interest rate and bank spread are so high. We argue that the interest rate problem and bank spread problem are connected. More precisely, one important cause of bank spread
is the high level of BCB interest rate. So, the solution of interest rate problem, so that it can converge to the levels observed in other countries, will help to reduce bank spread, and doing so contributing to the reduction of the capital cost of the Brazilian economy.”

Ou o artigo de Stefania Vaccaro (“A proteção social entre a luz e a sombra”, Revista de Economia Política, vol. 32, nº 2 (127), pp. 229-240, abril-junho/2012)

“The social protection between the light and the shadow. This article tries to reveal some subject formation traces facing itself and the society that it is inserted to discuss the Social Protection importance in Knowledge Economy as the Human potentialities expansion factor. The assumption is the connection between the individual and the world happens in a dynamic relation where the individual shapes the society and the society is shaped by the individual. So Fromm’s Social Psychology (1941) is used to clarify the appearing of the fears and humans passions and Gorz’s No material concept (2003).”

"O" e Alex, voltando a um assunto mais que discutido por vcs, sobre o efeito do aumento dos preços das commodities na economia brasileira. A argumentação de vcs era que seria um choque positivo de demanda (concordo plenamente), minha dúvida é se no médio ou longo prazo esse aumento dos preços das commodities levaria a um choque positivo na taxa de variação do produto potencial?
O professor Roberto Ellery da UNB argumenta que seria um choque positivo de oferta, não concordo com essa análise no curto prazo, mas seria possível que no médio e longo prazo esse aumento dos preços das commodities aumentaria a taxa de crescimento da produtividade de um país exportador líquido de commodities?
Post do Roberto Ellery:
http://rgellery.blogspot.com.br/2013/07/crescimento-do-pib-brasileiro-precos-e.html

Qual seria a opinião de vcs?

Abs

"This article tries to reveal some subject formation traces facing itself and the society that it is inserted to discuss the Social Protection importance in Knowledge Economy as the Human potentialities expansion factor"

The horror, the horror...

A pessoa mais importante do orçamento federal acabou de pedir demissão.

O que v. já publicou na vida? Qual a sua produção acadêmica?

Amigo, ilustre seu post com alguns exemplos, tenho certeza que será divertido.

"O"

Sou um portador de necessidades especiais em língua inglesa. Me viro bem na leitura, mas na escrita sou um horror. Quando necessário, sempre submeto o que escrevi à revisão de uma pessoa que domina. Isso é básico para não passar vergonha.

Tenho amigos engenheiros que publicam bastante em inglês e que tem um bom domínio da língua falada e escrita. Porém, o que eles fazem é sempre contratar um(a) revisor e pagar pelo serviço. É básico.

Taqueuspa! São também rudimentares no trato da língua pátria:

1º § do “Por que as taxas de juros são tão elevadas no Brasil? Uma avaliação empírica”

"Nos últimos 25 anos a economia brasileira VEM CRESCENDO ["cresce" ou "cresceu" são as formas mais corretas, no caso] a uma taxa média de 2,6% a.a., valor bastante inferior A [à. Básico. Bastaria o truque de trocar "média" por "mínimo"] média observada no período 1947-1980 (7,1% a.a.) e abaixo da taxa média de crescimento obtida por outros "grandes" [por que as malditas aspas e depois citar os "nanicos" Índia e China?] países emergentes, como, por exemplo, China e Índia."

[A construção desta frase seguinte a anterior é medonha:] “Tendo em vista um crescimento populacional da ordem de 1,5% a.a o PIB per capita TEM CRESCIDO ["cresce". Na forma lusitana seria: "está a crescer"] nos últimos anos a uma taxa pouco superior a 1% a.a.”

“Nesse ritmo [,] levará quase 70 anos para que a renda per capita brasileira dobre de tamanho, igualando-se AO NÍVEL DE [Horror! Horror! Horror] per capita prevalecente HOJE EM DIA [coloquial. Horror!] em países como Portugal e Espanha.” [Por que não assim: “igualando-se à renda per capta de países como Portugal e Espanha”].

“Uma das causas DESSA [desta] situação de semiestagnação é a reduzida formação bruta de capital fixo como proporção do PIB.”

Conforme Oreiro et al. (2005), para que a economia brasileira possa crescer a uma taxa de 5% a.a. no longo prazo, sem gerar pressões inflacionárias, a taxa de investimento deveria AUMENTAR para, pelo menos, 25% do PIB; ou seja, é necessário um AUMENTO [preguiça de consultar um dicionário em busca de sinônimos] de 32% na formação bruta de capital fixo como proporção do PIB com respeito A [à] média dos últimos 15 anos.

Escrever errado ou abusando do coloquial num comentário de blog é aceitável. Mas não num artigo que se destina a jornal ou revista.

E quem seria a pessoa mais importante do orçamento?

Prezado Paulo,

O texto de Oreiro, de Paula, Costa da Silva e Quevedo do Amaral demonstra, de fato, um domínio da língua pátria que deixa muito a desejar.

Mas apesar de escrever trechos como “convergência da inflação a meta” ou traduzir ‘vector autoregression’ como ‘vetores auto-regressivos’ (dica: ‘vector’ é um adjetivo), Oreiro e companhia bela são mais qualificados para a Academia Brasileira de Letras do que para um debate inteligente sobre economia.

Mais bizarro ainda é o Sr. Guilherme Jonas Costa da Silva, cujo perfil no IDEAS (http://ideas.repec.org/f/psi301.html) inclui em sua lista de 'working papers' trabalhos escritos por Armando João Dalla Costa e Renato Perim Colistete.

Vamos deixar claro, eu não acredito que ele clamou tais artigos como de sua autoria, mas sim que seu perfil no IDEAS é administrado com o mesmo preciosismo e atenção ao detalhe que dedica às suas atividades de pesquisa econômica.

"O", o que dizer dessa nova pérola do nosso caro colega que trabalha no BC Argentino

http://nakedkeynesianism.blogspot.com.br/2013/07/krugman-is-right-macroeconomics-is-all.html

voltando ao tema... ENGLISH MOTHERF***R..DO YOU SPEAK IT?

Ler o Vernengo é perda de tempo.

E agora que a China ta parando de crescer? vamos pro saco?

os paises grandes de renda media estao patinando ridiculamente ja....russia e mexico estao com desempenhos ainda piores que o do Brasil no pos-crise

Vislumbram um futuro negro para os paises emergentes nessa decada? Quando o FED aumentar a taxa basica entao, vai ser um Deus nos acuda ...

Verdade seja dita: mesmo quem fez doutorado fora tem um inglês sofrível.

É que quem faz a revisão do inglês é o "Papai" Joel Santana!